Ao Cumprir o Dia de Pentecostes

24 de novembro de 2009

Atos 2:1-4 “A cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados.  E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem.”

A palavra “pentecostes” já se tornou um marco para nós, cristãos. Quando a ouvimos logo nos lembramos do derramamento do Espírito, pois, foi no dia do pentecostes que o Espírito Santo caiu pela primeira vez sobre a igreja, cumprindo a promessa anunciada pelo profeta ( Joél 2:28), por João Batista (Mateus 3:11), e pelo nosso amado Salvador Jesus Cristo (João 14; 15; 16 e 17; Atos 1:8) Esse derramamento do Espírito marcou o início dessa era cristã na qual vivemos hoje chamada de “os últimos dias”. O derramamento do Espírito inaugurou a expectativa da segunda vinda de Cristo para buscar sua amada igreja. Hoje vivemos nessa expectativa gloriosa de ver o nosso Salvador vindo nas nuvens para recolher os escolhidos dos quatro cantos da terra, ao som de trombetas. Os escolhidos subirão para se encontrarem com o Cordeiro; essa é a primeira ressurreição, a ressurreição dos justos, que, não apenas receberam pela fé a justiça por meio do sacrifício de Cristo, mas que também viveram de modo justo e piedoso. Quanto aos crentes mentirosos, partidários, adúlteros, fornicários, avarentos, maldizentes, esses não ressuscitarão na primeira ressurreição, mas aguardarão a segunda ressurreição, a ressurreição do juízo final. Duro é esse discurso, mas, muitos são chamados, porém poucos os escolhidos. Precisamos nos esforçar em viver uma vida de arrependimento e santidade diante do nosso Poderoso Deus.

Mateus 22:10-14 “E, saindo aqueles servos pelas estradas, reuniram todos os que encontraram, maus e bons; e a sala do banquete ficou repleta de convidados. Entrando, porém, o rei para ver os que estavam à mesa, notou ali um homem que não trazia veste nupcial. e perguntou-lhe: Amigo, como entraste aqui sem veste nupcial? E ele emudeceu. Então, ordenou o rei aos serventes: Amarrai-o de pés e mãos e lançai-o para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes. Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos”

Apocalipse 19:5-8 “Saiu uma voz do trono, exclamando: Dai louvores ao nosso Deus, todos os seus servos, os que o temeis, os pequenos e os grandes. Então, ouvi uma como voz de numerosa multidão, como de muitas águas e como de fortes trovões, dizendo: Aleluia! Pois reina o Senhor, nosso Deus, o Todo-Poderoso. Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou, pois lhe foi dado vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro. Porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos. 9 Então, me falou o anjo: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E acrescentou: São estas as verdadeiras palavras de Deus.”

Não receba essa palavra como uma palavra de desânimo, receba-a como uma palavra de desafio para viver em santidade e em justiça perante o seu Deus. Afinal de contas, foi para criar essa possibilidade para você que o Senhor Jesus veio ao mundo e morreu naquela Cruz. (Lucas 1.74, 75). E impressão que tenho é que quanto mais cheia do Espírito Santo a igreja vai se tornando, mais isso apressa a vinda gloriosa do nosso Salvador Jesus Cristo. A Expectativa do Espírito Santo no tocante a volta do Cristo é muito grande, provavelmente maior que a nossa uma vez que a Bíblia diz: O Espírito e a noiva dizem vem.  Eles clamam juntos, mas, o Espírito Santo clama antes da noiva, clamam pelos sedentos, para que venha para a salvação. (Apocalipse 22:17).

Focando novamente no pentecostes, Israel celebrava, e os judeus tementes a Deus ainda celebram, três festas importantes no calendário judaico. São elas, pela ordem, a festa da páscoa, a festa do pentecostes e a festa dos tabernáculos. A festa da páscoa comemora a libertação do Egito e o livramento pelo sangue do cordeiro e para nos, cristãos, essa festa nos fala de salvação. Fomos libertos do mundo e da morte eterna pelo sangue do Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo, Jesus. A segunda, a festa do pentecostes é a festa da colheita. A terceira, a festa dos tabernáculos, que é também chamada de a festa da alegria, onde os israelitas deixavam, e os judeus ortodoxos ainda deixam o conforto das suas casas para habitar em tendas por uma semana. A segunda festa, que é o nosso foco nessa matéria, a festa do pentecostes é a festa da colheita.

O Senhor derramou o Seu Espírito Santo na festa da colheita, e, nessa ocasião Pedro colheu três mil almas para o Senhor. Eu preciso que você entenda isso profundamente. O nosso Senhor Jesus já havia morrido e ressuscitado, quarenta dias já haviam se passado. Porque ele não derramou o Espírito com vinte dias, com vinte e cinco dias, com trinta ou trinta e nove dias? Porque Ele esperou os quarenta dias uma vez que já havia ressuscitado e por isso não havia nenhum impedimento quanto ao derramamento do Espírito? Porque ele esperou os quarenta dias? Na minha opinião, caro amigo e cara amiga, ele esperou os quarenta dias porque queria enviar uma mensagem para mim e para você. Ele queria abrir os olhos do nosso coração para uma realidade encarada do ponto de vista dele. Ele associou o derramamento do Espírito à colheita para compreendermos que o derramamento do Espírito está diretamente ligado à colheita de almas. A manifestação do Espírito através de um indivíduo ou de uma igreja como grupo é diretamente proporcional ao empenho dos mesmos na salvação das almas perdidas.

Hoje eu vejo muitas pessoas buscando uma manifestação do Espírito Santo e isso é maravilhoso. Mas, seguramente, o Espírito de Deus descera e se manifestará sobre qualquer pessoa que entenda essa relação da concessão do Espírito e a colheita. Trocando em miúdos, o primeiro objetivo de Deus é salvar você, o segundo é usar você para salvar outros como você. Usar você significa manifestar através de você os dons do Seu Espírito para a salvação de outros.

Tenho visto ao redor do mundo muitas pessoas serem tocadas pelo poder de Deus, mas, cada pessoa que é tocada precisa compreender que a Unção só permanecerá sobre ela visando um fim proveitoso, a edificação da igreja. 1 Coríntios 12 7 “A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso” 1 Coríntios 14:12 “Assim, também vós, visto que desejais dons espirituais, procurai progredir, para a edificação da igreja”. 1 Pedro 2:9 “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”.

Sendo assim, se você começar a testemunhar de Cristo para outras pessoas, a falar do amor de Deus, a pregar o evangelho a toda criatura, sem distinção de raça, credo, posição social, sexo ou confusão sexual, a manifestação do Espírito virá automaticamente sobre você. Eu disse automaticamente porque se trata de um princípio. Estamos tratando de um princípio aqui, percebe? Eu conheço pessoas que choram, clamam, fazem careta, se contorcem toda para receber a manifestação do Espírito Santo, mas, não evangelizam, não testemunham… não fazem o básico… não fazem o dever de casa. Todas as expressões descritas acima podem ser feitas, mas, se não fizermos o básico nada vai acontecer apesar delas.

Mas, a essa altura alguém já deve estar perguntando: Pastor Antônio Cirilo, o que tem isso a ver com adoração? Tem tudo a ver. Em João 4 o nosso Senhor diz que o Pai está procurando adoradores. Ele não diz que o Pai está procurando adoração, ele diz: “o Pai procura adoradores que o adorem em Espírito e em verdade.” Ou seja, Deus está procurando pessoas. Adoradores são pessoas. Considerando que o nosso Senhor é o tipo de pastor que deixa 99 ovelhas no aprisco para buscar uma que está perdida, precisamos atentar para isso. Se você já nasceu de novo o Senhor Jesus já encontrou você. Agora Ele continua procurando adoradores. Ele já tem você, porém, Ele continua a procurar aqueles que ainda não nasceram de novo pelo poder do Espírito Santo. Se você se dispuser a ajudar nessa procura, seguramente a manifestação do Espírito Santo te acompanhará.

Sendo assim, o que você leu neste texto tem tudo haver com a adoração. Evangelismo tem tudo haver com a adoração. Por isso disponha-te, não apenas em adorar a Deus, mas encontre outros que ainda não adoram e traga eles para Deus. EU PROFETIZO SOBRE VOCÊ: ” ASSIM QUE VOCÊ COMEÇAR A TESTEMUNHA DE CRISTO, A EVANGELIZAR DE FORMA CONSTANTE O PODER E A MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO VIRÁ SOBRE TI DE UMA FORMA ESPECIAL.”

O numero quarenta nas Escrituras representa o fim de um período de teste, de provação. No dilúvio, o Senhor fez chover copiosamente sobre a terra durante quarenta dias e quarenta noites, no final dos quais, Noé, sua família e os animais esperaram quarenta dias para abrir aquela primeira janela e começar o processo da saída da arca (Gênesis 7:12,17)

Moisés por quarenta anos viveu como egípcio, no final dos quais, Deus o chamou para libertar o seu povo. Ele não passou no teste e por isso adentrou em mais um período de quarenta anos nos quais peregrinou pelo deserto sendo novamente preparado por Deus. Após mais esse ciclo de quarenta anos ele finalmente estava pronto para a tarefa, que também foi outro ciclo de quarenta anos de provação. Por causa do pecado de incredulidade do povo de Israel, mesmo tendo sucesso em cumprir a sua tarefa no que diz respeito à conduzir o povo pelo deserto, no tocante a si mesmo, por causa daquele episódio em que falou e agiu irrefletidamente, enquanto Deus provia água para o seu povo, ele não pode entrar na terra da promessa.

Moisés permaneceu no monte Sinai quarenta dias e quarenta noites durante os quais não comeu pão nem bebeu água e ali recebeu as tábuas da Lei Tendo descido, por causa da idolatria do povo, quebrou a tábuas da Lei e retornou ao monte pelo mesmo período (Êxodo 32:19 e 34:28; Deuteronômio 10:10)

Os espias espiaram a terra de Canaã por quarenta dias e para cada um desses dias Israel peregrinou pelo deserto por não ter confiado no Senhor. E Calebe tinha quarenta anos de idade quando espiou a terra (Números 14:33, 34; Josué 14:7).

Isaque ficou solteiro até os quarenta anos até o dia em que Deus escolheu uma esposa para ele (Gênesis 25:20).

Esaú no final dos mesmos quarenta anos escolheu uma esposa para si mesmo, mulher que não fazia parte seu povo (Gênesis 26:34).

Quando alguém era julgado e condenado a receber pena de acoites, lhe eram aplicados quarenta acoites (Deuteronômio 25:3).

Eli julgou Israel por quarenta anos e morreu (1 Samuel 4:18).

Os filisteus desafiaram Israel por quarenta dias até que Davi matou Golias (1 Samuel 17:16).

Israel foi provado por quarenta anos através do reinado de Saul (Atos 13:21). Davi reinou por quarenta anos sobre Israel e teve o testemunho de Deus de ser homem segundo o Seu coração (2 Samuel 5:4).

Salomão também reinou por quarenta anos e terminou sua vida prostrada diante dos ídolos abomináveis (1 Reis 11:42).

Elias, o profeta de fogo caminhou quarenta dias e quarenta noites pelo deserto até chegar ao monte de Deus Ali Deus falou com ele (1 Reis 19:8).

Deus deu à cidade de Nínive quarenta dias para que se arrependesse (Jonas 3:4).

O nosso Senhor Jesus foi tentado por quarenta dias no deserto (Marcos 1:13).

Após a ressurreição, o Senhor Jesus passou quarenta dias aparecendo aos discípulos e falando das coisas concernentes ao reino de Deus, no fim dos quais derramou o Espírito Santo (Atos 1:3).

O homem da porta de templo permaneceu coxo por quarenta anos até o dia em que foi desafiado a andar em o nome do Senhor Jesus (Atos 4:22).

Enfim, todos estes textos bíblicos são mais que suficientes para provar que o número quarenta significa um período de provação no final dos quais a bênção do Senhor vém, mas, se no final de um ciclo de provação não tomarmos as posturas adequadas à palavra de Deus, automaticamente entramos em outro que poderá durar quarenta segundos, minutos, horas, dias, meses, anos ou décadas, ou seja, estendendo a situação para nossos herdeiros.

Portanto, é importante considerarmos que o número quarenta representa o limite de um ciclo de provação. A fé dos discípulos foi provada naquele cenáculo por quarenta dias, mas, no final o Espírito Santo foi derramado sobre eles.

Não desista… seja cheio do Espírito… seja uma bênção.

Pastor Antonio Cirilo


Publicado por às 7:37 pm




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