A fé santíssima

17 de abril de 2013

Temos que seguir em frente porque não somos dos que retrocedem – somos da “fé em movimento” para a conservação da nossa alma.

“Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé.” (2 Timóteo 4.7.) Percebo que um dos maiores desafios na vida do cristão é guardar a fé sem parar de seguir em frente, guardar a fé sem parar de lutar. Temos que lutar sabendo que a nossa luta não é contra carne e sangue, por isso é uma luta que tem de ser ganha dentro de cada um de nós – no espírito. Temos que seguir porque não somos dos que retrocedem – somos da fé em movimento para a conservação da nossa alma. A nossa fé é tesouro precioso e não está vinculada a pedir e receber, pois, cremos, quer recebamos ou não.

Duas coisas que pode desviar-nos da verdadeira fé são as coisas boas e, em segundo lugar, as coisas ruins, pois, estaríamos vivendo baseados em circunstâncias. Porém, não quero entrar no critério do que pode nos desviar. Precisamos saber na verdade o que podemos fazer para conservar a fé santa em quaisquer circunstâncias.

“Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos.” (Judas 1.3.)

Verso 20 de Judas: “Vós, porém, amados, edificando-vos na vossa fé santíssima, orando no Espírito Santo […].”

Sem recheios teológicos, o assunto aqui é muito pontual: 1. Precisamos batalhar pela nossa fé – é uma batalha e não uma guerra, pois a guerra já foi vencida pelo nosso amado Senhor Jesus; 2. Precisamos ser diligentes. Isto é o mesmo que operoso – tem que fazer e ponto; 3. Como vou batalhar – ORANDO NO ESPÍRITO SANTO.

Em 2 Coríntios 14.4: “O que fala em outra língua a si mesmo se EDIFICA […].”

De uma forma muito simples, em Judas v.2 e 2 Coríntios 14.4 você pode perceber que o resultado que alcançamos quando oramos no Espírito Santo é o mesmo que alcançamos quando oramos em outra língua, que é a edificação pessoal. Ou seja, quando oramos em outra língua estamos orando no espírito e vice-versa.

A oração em línguas é uma conexão direta com o Pai Celestial visto que, aqueles que falam em línguas estranhas não falam aos homens, mas em espírito falam os mistérios de Deus, com Deus.

“Pelo que por lábios gaguejantes e por língua estranha falara o Senhor a este povo, ao qual ele disse: Este é o descanso, dai descanso ao cansado; e este é o refrigério […].” (Isaías 28.11-12.)

Nada como uma água fresquinha num dia de sol depois de uma exaustiva caminhada. Assim é a oração em línguas na vida do crente: um refrigério.

Quando nos entregamos ao Espírito Santo nos levará a crer e a usar a autoridade que está depositada no Nome de Jesus: “Pois não foi a anjos que sujeitou o mundo que há de vir, sobre o qual estamos falando; antes, alguém, em certo lugar, deu pleno testemunho, dizendo: Que é o homem, que dele te lembres? Ou o filho do homem, que o visites? Fizeste-o, por um pouco, menor que os anjos, de glória e de honra o coroaste [e o constituíste sobre as obras das tuas mãos]. Todas as coisas sujeitastes debaixo dos seus pés. Ora, desde que lhe sujeitou todas as coisas, nada deixou fora do seu domínio. Agora, porém, ainda não  vemos todas as coisas a ele sujeitas; vemos todavia, aquele que, por um pouco, tendo sido feito menor que os anjos, Jesus, por causa do sofrimento da morte, foi coroado de gloria e de honra, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todo homem.”

O Senhor Deus nos fez um pouco menor que os anjos e nos coroou de glória e honra. Adão cedeu à tentação e, por causa da desobediência a direção de Deus, pecou e foi destituído da glória de Deus (Romanos 3.23). O Senhor Jesus, através da sua morte na cruz pagou o salário do nosso pecado, ressuscitou para nossa justificação, assentou-se à direita de Deus nas alturas e nos deu uma procuração para usar o seu nome.

Hoje, não vemos todas as coisas sujeitas a nós, porém as vemos sujeitas ao Senhor Jesus. E, em o nome Dele, podemos sim ordenar o mundo ao nosso redor. Comece pelas suas emoções, depois, pessoas e coisas em volta de você. A oração em línguas fortalecerá o seu espírito para que ele domine sobre a alma e o corpo. E para que você, fortalecido pelo Senhor possa dominar as circunstâncias e o ambiente em torno de você. Você restaurado será uma ferramenta de restauração na poderosa mão de Deus.

Que Deus o abençoe.

Pastor Antônio Cirilo


Publicado por às 5:55 pm




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